"O mundo é uma roda, sempre girando, sempre mudando, porém, uma hora ou outra, volta ao ponto inicial e é nessa hora que encaramos nossos progressos e percebemos que evoluímos (ou não)." - Essa é a frase do meu perfil, escrita a três anos atrás.
Hoje eu me sinto mais uma vez no ponto de partida, no início de tudo. Hoje eu sinto o futuro se separando do passado.
E ao mesmo tempo que tudo é diferente, eu percebi que as coisas só mudaram da minha pele para fora, pois por dentro eu continuo o mesmo.
O mesmo garoto que acredita no amor, o mesmo garoto que sempre está sozinho.
O garoto observador, que não interage, apenas olha.
Conhecer é o meu lema e o meu dilema, sinto tanta curiosidade em conhecer as pessoas como elas realmente são que esqueço de viver, que esqueço de sentir, de ser, apenas observo, ajo como querem que eu aja, mas como sempre, no fundo estou sozinho, no fundo eu estou apenas experimentando peças de um quebra-cabeças.
Claro que alguns sentimentos ultrapassam essa barreira, pois não sou de vidro, nem sou de madeira, eu também sinto e também choro, também amo.
Coisas sempre ficam, apesar dos pesares sempre evoluímos.
Perdemos a inocência e a recuperamos outra vez, e as vezes percebemos o quão mal podemos ser, mas outras vezes percebemos o quão mal podem ser conosco.
Eu não consigo odiar nem consigo acreditar numa pessoa realmente má, eu prefiro acreditar na ingenuidade das pessoas de não saberem o mal que fazem aos outros.
E como sempre continuo relapso, distante, ausente, e eu queria não ser assim, queria poder expressar sempre tudo o que sino para todos de quem eu gosto, queria estar sempre presente e ser sempre animado.
Mas a realidade é diferente pois por mais que eu tente não é dessa forma que ajo.
Assim como nunca achei necessário ir à igreja para falar com Deus, não acho necessário estar sempre presente para se gostar de alguém.
Eu gosto muito de muitas pessoas e de algumas eu acho melhor me manter um pouco longe para evitar desgastes desnecessários.
A opinião dos outros me interessa, mas não me atinge, eu queria às vezes, dar mais valor a minha imagem, queria me fazer de pudico e dizer mentiras, esconder verdades, queria não confiar em ninguém, dizer o que fosse melhor para cada um e deixar que a dúvida reinasse no caso de um cruzamento de informações.
E mesmo assim, sem fazer isso, hora ou outra acontece, pois o que você fala não é a mesma coisa que o outro escuta e acabam quase sempre colocando palavras na sua boca, isso é o que mais pode me deixar furioso.
Eu sou sincero quando falo de mim para os outros e isso nem sempre é visto com bons olhos, casualmente acabo sendo julgado, e eu mesmo me julgaria também as vezes se eu não soubesse que intimamente essas mesmas pessoas que me julgam são quase sempre mil vezes mais dignas de seus próprios julgamentos. Isso me revolta, mas então eu lembro que no fim de tudo todos nós morremos sozinhos, e que a da vida a ultima coisa que poderíamos levar é a opinião dos outros.
Então eu continuo sendo quem eu quero ser, fazendo o que eu quiser fazer, tentando sempre não prejudicar ninguém porque sigo ao pé da letra o ditado que diz: "O direito de uma pessoa começa onde termina o de outra".
Eu não sou um santo e sei que passo longe disso, mas acredito que o mundo já seria bem melhor se as outras pessoas também fizessem pelo menos esse mínimo e parassem de se achar no direito de julgar o próximo!
lenonfa
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